...não sei para onde vou, mas estou a caminho...

domingo, 8 de maio de 2011










"Somewhere along the line the pearl would be handed to me"
Jack Kerouac, On the Road


sábado, 7 de maio de 2011








como explicar o que não entendo em mim?


























































doi-me
no peito
um aglomerado
de cacos




















fugir de ti seria fugir do que mais gosto em mim



























fugir de ti seria fugir do que mais gosto em mim



fugir do que mais gosto em mim



fugir de ti seria fugir em mim



fugir de ti seria fugir


fugir de ti seria fugir do que mais gosto


fugir do mais em mim


fugir seria do que mais gosto em mim



fugir de ti seria do que mais gosto em mim



de ti seria em mim



fugir de ti


seria


em mim

domingo, 1 de maio de 2011

Well, we're all wounded.

We carry our wounds around with us through life,

and eventually they kill us.

Things happen that leave a mark in space,

in time.

In us.

brenda
six feet under

terça-feira, 19 de abril de 2011













e se se fossem todos foder?









mmmmmm?



sábado, 16 de abril de 2011

Oh, please. Every time you try to have a nice normal life, you fuck it up. You're never gonna have your little Happily Ever After moment, no matter how many white veils you put on, honey. You're just too fucked up for all that. Maybe you should just accept that instead of trying to be something you're not


six feet under

quinta-feira, 7 de abril de 2011



Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

******polar




domingo, 3 de abril de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011












Vandoma

Ribeira

Quinta das Musas

Teatro do Oprimido

Concerto na Casa da Música

um sábado a enganar encher o coração














domingo, 20 de março de 2011

sábado, 19 de março de 2011















suportar é o tempo mais comprido...

quinta-feira, 17 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011








retalhos de outras cidades surgem-me como uma manta de memórias. os cheiros, os sons, as pessoas, parecem-me todas já vividas e sinto-me em casa num sítio que não é meu.

saudades dos novelos de pessoas que se formam e desenlaçam num pequeno instante.

voltar inevitavelmente aos sítios onde já estive. que difícil é desligar-me dos rastos do passado.

hoje quero jardins e sol

quero mais disto

sentir o corpo a entranhar-se na cidade. os olhos já não buscam com ansiedade porque já estão lá. aqui, sinto-me longe do que não quero.

início calmo e aconchegante. ir até ti mas ficar na ponta do banco. talvez nem me queira sentar. frio repentino. muito. rir! muito... muito! medo que o bilhete marcado me leve onde não quero voltar.


as tulipas não esperaram por mim...

chego e sufoco-me. não posso dar-me a oportunidade de sentir. de pensar. preenche. enche. ficar tão cheia que já não distingo o que quero. só não consigo sentir o espaço que o vazio ocupa.













Somos infalíveis na nossa escolha de amantes, particularmente quando precisamos da pessoa errada. Existe um instinto, uma força magnética ou uma antena que busca o inadequado. A pessoa errada é, obviamente, certa para determinadas coisas - para nos punir, oprimir ou humilhar, para nos desiludir, abandonar ou, pior ainda, para nos dar a impressão de não ser inadequada, mas quase certa, mantendo-nos assim presos no limbo do amor.

Hanif Kureishi






quarta-feira, 2 de março de 2011






.What did it feel like when you fell in love?
.Oh... oh dear, I don't think I found it
.Even with grandpa?
.Maybe a little, in the beginning. He didn't really have any regard for me as a person. You gotta be careful with that. You gotta be careful with the person you fall in love is worth it... to you.
.I never want to be like my parents. I know they must've loved each other at one time right? To just get it all out of the way before they had me. How do you trust your feelings when they can just disappear like that? .I think the only way you can find out is to have the feeling. You're a good person. You have the right to say I do trust. I do trust myself.


[blue valentine]

sábado, 12 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011















o nosso mais belo dever
é imaginar que há um labirinto
e um fio.
nunca daremos com o fio;
talvez o encontremos e o percamos
num acto de fé,
num ritmo, no sono,
nas palavras que se chamam filosofia
ou na mera e simples felicidade.
(jorge luis borges)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011











há momentos em que a estrada corre e ficamos imóveis como se pendurados por uma corda qualquer, continuado a gesticular com todos os membros, a tentar perseguir coisa nenhuma...
há momentos em que caímos no chão e ficamos com dúvidas se não teremos descido abaixo do nível onde se consegue respirar
e depois há momentos em que encontramos o interruptor do desassossego e desligamo-lo sem muita convicção mas com a ilusão de que as cicatrizes se tornem mais ténues...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010


sábado, 4 de setembro de 2010









a farejar os lugares onde sou feliz...





quarta-feira, 1 de setembro de 2010





cccb.bcn







Alice: Would you tell me, please, which way I ought to go from here?
The Cat: That depends a good deal on where you want to get to
Alice: I don't much care where.
The Cat: Then it doesn't much matter which way you go.
Alice: …so long as I get somewhere.
The Cat: Oh, you're sure to do that, if only you walk long enough







terça-feira, 31 de agosto de 2010


Carta a uma geração insatisfeita

Queres saber tudo sobre o amor e engatas na internet. Confundes orgasmos com êstase romântico. Sabes (claro que sabes) que uma promessa num quarto com pouca luz ou uma provocação escrita num guardanapo de bar não chegam para que sejas feliz para sempre. Mesmo assim, tens a certeza que amarás como nos filmes, nos livros, nas séries de televisão. Vais casar-te mais do que uma vez, ter filhos de pessoas diferentes, mudarás de profissão, de cidade, de casa. Tomarás comprimidos para a ansiedade, para a apatia, para o tesão. Queres mais, porque as pessoas de disponibilidade temporária são pensos rápidos para a solidão quando, na verdade, precisas de um transplante. Terás muitos objectos bonitos, roupa que durará apenas uma estação, fotografias das viagens que te fizeram pensar que a tua vida é uma merda, que tens que queimar tudo o que foste e começar noutro sítio. Não és tão corajosa como julgas nem tão bela como na foto do teu perfil. Desejas ser livre, auto-suficiente, perfeita. E o teu corpo insatisfeito quer sempre mais. Mas nunca alcançarás o pleno das tuas expectativas. Habitua-te. O fracasso faz parte da casa. Serás sempre inacabada. Não faz mal, a sério. Tal como não é grave que o computador demore mais tempo a ligar que o esperado, que haja quem não gosta de ti, que um dia chegues a casa e o sofá e a televisão não sejam colo suficiente. Sabes, se viveres até aos 80 anos, o teu coração baterá três mil milhões de vezes. Espero, como tu, que algumas delas sejam mesmo por amor"
Hugo Gonçalves, jornal i










"Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre."

Clarice Lispector

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

wonderland




EXISTE SiiiiiiiiiiiiiiiiiiiM!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 24 de agosto de 2010







Era sempre o mesmo. Dia após dia, a todas as horas, aquele desperdício. Um choro contínuo. "Que infelicidade a minha..."
As pessoas da terra todos os dia lá iam. Umas porque, não a podendo socorrer, tentavam ao menos apaziguar o seu choro, levando-lhe para longe uns tantos baldes de água. Outras simplesmente para sorver o males alheios...
Enquanto isso, todos os dias, a triste fonte chorava a sua vida, invejando a vida da torneira.